31 out 2023 às 14:30 hs
Mais de 700 garrafas de bebidas alcoólicas foram apreendidas durante operação em Campo Grande

(Divulgação, PCMS)

Deflagrada por policiais da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), a Operação ‘Primeiro Gole’ apreendeu mais de 700 garrafas de bebidas alcoólicas falsificadas e descaminhadas em quatro estabelecimentos na tarde de segunda-feira (30), em Campo Grande. Outros 37 cigarros eletrônicos foram apreendidos e uma pessoa, de 33 anos, foi presa.

operação contou com o apoio de equipes da Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários) e o Procon (Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor). 

O primeiro estabelecimento vistoriado foi no bairro Coophavilla II, que teve suas atividades suspensas pelo Procon/MS (Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor) devido à falta de alvará de funcionamento válido, indícios de falsificação, produtos sem informação em português e falta do CDC (Código de Defesa do Consumidor). As atividades só poderão retornar após a regularização por parte do proprietário. 

Bebidas sem procedência foram apreendidas. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

Outros comércios vistoriados foram nos bairros Santa Fé, Vila Planalto e Vila Alba. Além de trazer prejuízos à saúde, o comércio de bebidas alcoólicas falsificadas impacta os bons fornecedores que pagam os seus impostos, mas não conseguem fazer frente aos preços dos produtos irregulares, de acordo com o delegado titular da Decon, Reginaldo Salomão. 

O delegado explicou como funcionou a ação, ressaltando a importância das equipes da Decon e Procon/MS. “Nessa atuação conjunta somamos a expertise da parte do consumidor e criminal. E é muito importante que a população veja no Procon e na Decon um instrumento público para repassar essas informações [sobre irregularidades]”.

O secretário-executivo do Procon/MS, Antonio José Angelo Motti, também esclareceu que a operação coordenada pela Decon resguarda a saúde e segurança do consumidor diante da existência de produtos impróprios para consumo ou que tenham entrado de forma ilegal no Brasil

Após a apreensão, as bebidas falsificadas serão descartadas, enquanto as garrafas irão para a reciclagem. As bebidas descaminhadas, que são bebidas de origem desconhecida, serão levadas para a Receita Federal para que os tributos sejam devidamente pagos.

Sobre o cigarro eletrônico, o dispositivo foi apreendido por ter sua comercialização, importação e propaganda proibidos em todo o território brasileiro.

Preso em operação tinha central falsa de delivery e usava corantes nas bebidas

homem preso durante a operação tinha uma central falsa de delivery em Campo Grande, onde vários números eram cadastrados e ele registrava um CNPJ falso, dando o nome de uma empresa conhecida, ocultando a sua empresa.

Com isso, os clientes faziam seus pedidos e recebiam carnes estragadas, bebidas vencidas e iam reclamar na empresa da qual achavam que estavam comprando os produtos. Além disso, o homem usava corante em garrafas de vodka e whisky, onde misturava com outra substância para amenizar o gosto na hora de trocar o conteúdo original para um falsificado.

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