8 jan 2020 às 08:59 hs |
Sul-mato-grossense conta como conhecimento profissional ajudou na hora do acidente que matou 16 no Peru

O técnico de segurança do trabalho estava ônibus que tombou no Peru

(Arquivo Pessoal)

O técnico de Segurança do Trabalho Danilo Pereira de Oliveira Alencar, de 30 anos, foi uma das vítimas do acidente ocorrido na noite desta segunda-feira (6) que matou 16 pessoas no Peru. Ele estava acompanhado da namorada, a bióloga Mariana Pires Veiga Martins, 28 anos, também sul-mato-grossense. O jovem relatou com exclusividade ao Jornal Midiamax como os conhecimentos profissionais ajudaram no momento de tensão no acidente.

Morador de São Gabriel do Oeste, a cerca de 130 km de Campo Grande, Danilo contou que ele e a namorada embarcaram no ônibus em Ica por volta das 19h40 do domingo (5) e sentiam sentido Arequipa. De lá, seguiriam para La Paz, com o objetivo de encontrar uma amiga, também sul-mato-grossense.

“Essa amiga saiu de São Gabriel conosco. Mas, em Cuzco, ela se separou e seguiu para La Paz e nós estávamos indo encontrar com ela”, disse à reportagem. O servidor público contou que por volta da meia noite desta segunda-feira, pouco antes do acidente, ele e a namorada decidiram dormir e 20 minutos depois o acidente aconteceu.

“Era mais ou menos meia noite quando eu desliguei o celular e fomos dormir para descansar. Uns 20 minutos depois, acordei com a freada brusca e o ônibus tombando para o lado esquerdo. Eu estava na poltrona 30, pro lado do corredor, e a Mariana na 29, pro lado da janela. Quando olhei ela estava com o rosto virado para os escombros, então sai do ônibus para ver de fora como estava a situação. Só depois que sai de dentro do veículo é que tive dimensão do que ocorreu”, relatou.

Pessoa certa na hora certa

A tragédia que deixou pelo menos 14 mortos foi próximo à entrada da cidade Rio Paca, um trecho em que o veículo deveria estar em baixa velocidade. Porém, a informação concedida após o acidente seria de que o ônibus estava rodando a 106 Km/h no momento em que saiu da pista.

Danilo usou os conhecimentos profissionais para salvar a namorada e também para ajudar outras pessoas. Calma, disciplina e perícia foram fundamentais. “Eu voltei para tentar puxar ela. Por ter conhecimento sobre resgate, tive calma suficiente para fazer o rolamento e tirá-la debaixo dos escombros e ai vi os danos que ela tinha sofrido, mas pude perceber que ela conseguia respirar”, explicou.

Ao Jornal Midiamax, o técnico de segurança do trabalho contou que antes de fazer o rolamento da namorada, ele voltou ao ônibus tombado e conseguiu pegar uns cobertores e chamar ajuda de pessoas que passavam pelo local. “Consegui ajuda de alguns habitantes da região que me ajudaram a fazer o transbordo da Mariana até a pista e uma caminhonete da polícia peruana estava encostando. Rapidamente colocaram ela no carro e nesse momento eu olhei para trás e vi a dimensão do acidente, aí fiquei assustado”, desabafou.

Fonte:Midiamax

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