11 dez 2018 às 11:01 hs |
Perícia pede teste aplicado em Suzane Richthofen para acusado de esfaquear Bolsonaro

Foto:Midiamax

Adelio Bispo de Oliveira, detido no Presídio Federal de Campo Grande e acusado de esfaquear o presidente eleito Jair Bolsonaro no período de campanha, realizará em janeiro o teste de Rorschach, popularmente conhecido como ‘teste do borrão de tinta’. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Federal da 3ª Região desta terça-feira (11).

 

O teste foi aplicado neste ano para determinar se Suzane Richthofen poderia cumprir o restante da sua pena em liberdade e é conhecido por conseguir captar elementos e traços da personalidade profundos dos pacientes analisados e serve para identificar, por exemplo, se Adelio corre o risco de cometer crimes novamente e se está apto ao convívio em sociedade.

 

O exame consiste em dar respostas sobre com o que se parecem dez pranchas com manchas de tinta simétricas. A partir das respostas, procura-se obter um quadro amplo da dinâmica psicológica do indivíduo e é amplamente utilizado em vários países. No caso, o teste será um complemento ao exame criminológico tradicional, que Adelio foi submetido por meio de perícia médica, composta por três psiquiatras, na semana passada.

 

Acusada de mandar matar os pais para poder ficar com a fortuna deles e ter liberdade para namorar, o teste de Suzane apontou uma pessoa egocêntrica, vazia, simplista e infantilizada; que não apresenta indicações de culpa nem de preocupações. E também concluiu que ela era bastante imatura em termos afetivos. Na perícia, os médicos a consideraram apta, mas com base nos testes, a promotoria criminal recomendou que a detenta fosse mantida presa, ainda que em regime prisional mais brando.

Adelio Bispo

 

Adélio Bispo de Oliveira foi preso no dia 6 de setembro deste ano, mesmo dia em que teria esfaqueado o então candidato à presidência Jair Bolsonaro. Populares conseguiram detê-lo após o ato.

 

O homem foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) à Justiça Federal seguindo o entendimento da investigação conduzida pela Polícia Federal e enquadrou o agressor no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional pela prática de “atentado pessoal por inconformismo político”.

 

Bolsonaro foi golpeado quando fazia campanha no centro de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele foi operado na cidade mineira e depois transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por uma segunda intervenção cirúrgica. Bolsonaro recebeu alta, mas deve passar por nova cirurgia em janeiro.

 

Fonte:Midiamax

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