26 jun 2019 às 11:47 hs |
Agenda tinha planos do PCC e rotina dos presídios na fronteira com MS

Foto: ABC Color


Autoridades do Paraguai apreenderam agendas de lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital) que continham, entre outras informações, o plano do massacre que terminou com dez mortes no presídio de San Pedro.

As anotações estavam estavam na prisão de Pedro Juan Caballero, na linha internacional com Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, e tinham dados sobre rotinas nos presídios de outras cidades da fronteira com Mato Grosso do Sul.

De acordo com o jornal ABC Color, o objetivo da facção era vencer a disputa territorial com o clã Rotela, principal rival. Tais registros estavam em celas luxuosas e demonstravam preocupação do PCC com o crescimento do número de aliados ao Rotela. Uma das anotações é do dia 27 de março.

 “A prisão é dominada por aliados do Clã Rotela, praticamente assumiram a prisão inteira […] na prisão também temos alguns irmãos, somos apenas nós, mas temos que ir para a frente, temos que agir com inteligência “, diz o registro.

Tal mensagem demonstra a intenção de um ataque violento para demonstrar poder e assumir o domínio em San Pedro. No entanto, em outro trecho, é possível notar apreensão com uma transferência de Pedro Juan Caballero para San Pedro, onde os Rotela eram maioria.S

“Estou preocupado com a segurança de todos nós, não vamos sair do portão. Estamos em todos os lugares tentando comprar armas, facas e não vamos descansar se algo acontecer, vamos agir sem medo das conseqüências porque a nossa vida é o que vale a pena “, ressalta.

Em outra folha também foram encontrados relatos dos batizados em penitenciárias como Tacumbú, Encarnación, Concepción e Misiones. “Hoje, em 15 de novembro de 2018, nosso irmão Chivo foi batizado na prisão de Tacumbú”, diz a carta, seguida de uma lista de apelidos dos novos membros, além da atualização de números de telefone e designações com mais apelidos de concordância. às prisões.

No dia 16 deste mês, um motim aconteceu na penitenciária que terminou na morte de 10 presos, sendo que cinco foram decapitados e outros internos carbonizados.  A guerra dentro da penitenciária aconteceu entre a facção criminosa PCC e com membros do Clã Rotela, que tem como líder, o rei do crack, Armando Rotela.

Fonte:Midiamax

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