3 fev 2020 às 10:08 hs |
Escorpiões fizeram mais de 2 mil vítimas em 2019 no Estado

Riscos aumentam de dezembro a março

A maior preocupação é com as crianças e os idosos – Foto: Álvaro Rezende / Arquivo / Correio do Estado

Mais de 2 mil pessoas foram picadas por escorpião em Mato Grosso do Sul, no ano de 2019. Porém, não foi só esse animal peçonhento que deu trabalho, na sequência estão as serpentes que fizeram 507 vítimas no Estado. Os registros são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). No geral, incluindo todos os animais peçonhentos, foram 3.708 casos de acidentes. Os ataques de aranhas foram 207 no Estado.

Durante o verão, por ser a estação mais quente do ano, é comum o aumento dos ataques dos animais peçonhentos. A maior preocupação são com as crianças e os idosos. 

Em Campo Grande foi registrado uma média de 1,2 casos por dia em 2019, somente de picadas de escorpiões, na Capital.

De acordo com a técnica do Serviço de Controle de Roedores e Animais Peçonhentos e Sinantrópicos (Scraps) do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Capital, Christianne Brandão, neste período de dezembro a março, há um aumento do número de animais e consequentemente de ataques. Isso porque eles estão no período de acasalamento, estão se movimentando mais.

Os ataques são perigosos demais quando se trata de crianças e idosos. Em dezembro de 2019, uma criança de seis anos ficou em coma após ter sido picada por um escorpião. Apenas 30% do coração dela funcionava. Ela se recuperou do acidente e teve alta.

As ocorrências de picadas de escorpião no município tiveram aumento de 46% nos últimos quatro anos, conforme mostram os dados do Sinan. Em 2018, foram 688 casos registrados na Capital, a maioria deles no período em que acende o alerta para os cuidados.

CUIDADOS 
A principal medida ainda é a prevenção, esclarece o médico responsável clínico do Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox), Sandro Benites. “Uma cidade limpa evita uma série de doenças. Um mutirão contra a sujeira pode evitar a praga do escorpião, e ajuda a evitar também o mosquito transmissor da dengue, chikungunya, e a leishomaniose”, destaca o toxicologista.

Medidas simples de prevenção podem ajudar a manter as pragas longe das residências, evitando as visitas indesejáveis e reduzindo o numero de acidentes com crianças e adultos. 

LIXO

Manter a limpeza e higiene é um dos fatores principais. Evitar acumulo de entulhos, caixas de papelão, telhas, galhos e tudo que possa servir de esconderijo ou criadouro. É importante armazenar o lixo em local adequado, preferencialmente em recipientes bem fechados. Ao menos uma vez por semana lavar e desinfetar o ambientes e latas em que o lixo é jogado. Manter as caixas d’água com a limpeza em dia e sempre bem fechadas. Também é importante manter fechados os ralos da residência.

Dentro de casa é importante sempre inspecionar roupas, calçados, toalhas de banho e de rosto, roupas de cama, panos de chão e tapetes, antes de utilizá-los. Afaste camas e berços das paredes, e evite pendurar roupas fora dos armários. Cuide para que lençóis ou cobertores encostem no chão. Outra medida necessária é impedir o acesso das visitas indesejadas para o interior dos ambientes. Isso pode ser feito utilizando ralos abre e fecha, mantendo todas as frestas de portas e janelas isoladas, ficar de olho em rejuntes quebrados. Nivele as frestas de calçadas, pisos, paredes e portas.

Para a área externa são os mesmos cuidados, com adicional de manter a grama aparada, não colocar as mãos em tocas ou buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, ou em locais que contenham lenhas ou pedras. Caso seja necessário mexer nestes locais, recomenda-se o uso de um pedaço de madeira ou enxada.

O Civitox é um dos centros pioneiros na área da toxicologia clínica, no Brasil. O Centro faz parte da Secretaria Estadual de Saúde (SES), e atua com foco em orientar, informar, e sugerir conduta para os casos de envenenamentos em humanos e animais, além de promover palestras, e ações de vigilância, assessoria, notificação e investigação toxicológica.

Todo acidente por animal peçonhento deve ter atendimento realizado em uma unidade de saúde, para assistência médica emergencial e avaliação clínica do envenenamento. Ligue para o Civitox para suporte técnico-científico, orientação, conduta, em toxicologia clínica, e notificação, pelos telefones 0800 722 6001, (67) 3386-8655 ou 150.

DENGUE

Com o período de alta incidência do mosquito Aedes Aegytpi, o Governo do Estado por meio da SES, distribuiu 9.600 litros de inseticida Malathion e 100 kg de larvicida pyriproxefen para as prefeituras dos municípios. A quantidade que cada cidade irá receber será baseada no número de notificações no Sistema de Agravo de Notificações (Sinan).

As ações de combate no estado, também incluem a distribuição de 4,5 mil uniformes, 2,6 mil bolsas de lonas totalmente equipadas, 880 máscaras, 620 macacões, 2 mil luvas ecológicas, 1 mil botinas, 4,5 mil filtros, 170 bonés, 1 milhão de sacos de lixos, 630 óculos de proteção, 1 milhão de folders, 700 faixas, 20 mil cartazes, 1,6 mil banners.

Fonte: Correiodoestado

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