5 set 2019 às 08:35 hs |
Aos 22 anos, jovem viajou pela América Latina com economia e coragem

Viver nas engrenagens da vida é algo que pode passar despercebido até que o desânimo e a fadiga começam a ser correntes no dia a dia. Se libertar dessas frustrações recorrentes requer coragem e audácia. Foi o que fez o jovem Murilo Borges, que aos 22 anos já visitou mais de 30 cidades do Brasil e 3 países da América Latina. Tudo isso com um patins, uma mochila nas costas e bandeira do Brasil.

Nascido em Belém do Pará, Sérgio Murilo Ferreira Borges Prestes teve experiências com a liberdade financeira desde cedo. Tradicionais, os pais sempre reiteraram que a educação era primordial e o ensino superior era um sonho para o filho. Para visitar a namorada na cidade vizinha, aos 15 anos, pegava a mercadoria dos pais e ia ao comércio vender até que tivesse R$100 para pagar hospedagem e transporte para se verem.

Após passar no vestibular, se mudou para uma cidade próxima e estudava em uma faculdade particular sendo tendo auxílio dos pais. Segundo ele, a pressão indireta o fez passar por um período de depressão que o colocou num estado de não conseguir se concentrar nas atividades do dia a dia.

Em 2017, o otimismo retornou e com ele, novas metas. Mudou-se para Campo Grande, onde começou a estudar Engenharia na Universidade Federal levando a paixão pela matemática que vinha da infância e adolescência. Entre as novas metas também surgiu a vontade de viajar e conhecer novos lugares.

Mochilões

Inexperiente, o primeiro mochilão que fez foi para o Rio de Janeiro, cidade que sempre achou perigosa. Depois de pouco mais de 1 dia de viagem de ônibus, Murilo ficou por 3 semanas em um hostel, o popular albergue, onde haviam muitos estrangeiros que se comunicavam apenas espanhol.

Já na segunda viagem, “mochilou” durante 3 meses por 11 cidades do Brasil alternando entre ônibus e caronas com motoristas de caminhões. Depois perdeu os receios, viajou pelo centro-oeste, sul, sudeste e norte do país alcançando mais de 30 cidades, encontros registrados em sua página do Instagram @loucoserei.

“Tem todo um processo para você pegar carona. Antes do cara parar, você olha pela janela do caminhão e vê como ele te olha. Quando para muito a frente você percebe pelo retrovisor se tem alguma malícia no olhar, algum movimento errado durante a viagem. Mas se for alguém altruísta, pode ter certeza que não acontecerá nada de errado entre ambas as partes”, contou Murilo Borges ao Jornal Midiamax sobre os perigos da prática.

Viagem Internacional

As viagens internacionais pela América Latina começaram no fim de 2018. O jovem passou pelo Chile, Bolívia e Peru, e retornou para Campo Grande passando pelo Acre, Rondônia e Mato Grosso.

“Fui até o sul do Chile, depois subi para o norte, Bolívia e Peru. São mais 6.000 km em 6 semanas. Todo o trajeto foi feito de carona e ônibus que tive que pagar por estar no meio do deserto. No começo não sabia o espanhol, mas depois, pela proximidade da língua, consegui me enturmar mais”, conta o jovem que também lembra que era mais difícil pedir caronas no outro país.

Durante essa viagem, surgiu a oportunidade de conhecer o Vale do Colca, cânion formado pelo rio Colca, no sul do Peru, localizado a cerca de 160 quilômetros a noroeste da cidade de Arequipa. Com uma profundidade de 4 160 metros, é mais de duas vezes mais profundo que o Grand Canyon, nos Estados Unidos.

A experiência do amanhecer do sol entre as montanhas inspirou Murilo a escrever um poema sobre o local que mantém suas tradições ancestrais e continua a cultivar os terraços agrícolas construídos pelas civilizações antigas.

Vale do Colca

 PRÓXIMOS 1 de 4 PRÓXIMOS 

Aos 22 anos, jovem viajou pela América Latina com economia e coragem

(Foto: Arquivo Pessoal)

fonte:Midiamax

Comentários ATENÇÃO: Comente com responsabilidade, os comentários não representam a opnião do F5MS Notícias. Comentários ofensivos e que não tenham relação com a notícia, poderão ser retirados sem prévia notificação.