6 dez 2017 às 07:43 hs |
Estudantes de escola pública desenvolvem boné para deficientes

Foto:Divulgação

Os deficientes visuais podem ter uma nova ajuda para se locomoverem. Alunos da escola estadual de tempo integral Lúcia Martins Coelho, em Campo Grande, desenvolveram boné especial para esse grupo de pessoas. O projeto foi desenvolvid na área de robótica e tem o objetivo social de melhorar a vida de pessoas de fora do contexto escolar.

 

O trabalho conta com grupo de dez estudantes, orientados pelos professores de Física Lauro da Rosa Júnior e André Ximenes de Melo. As aulas tiveram início no começo deste ano. Chamado de Ultra-Cap, o equipamento  tem componentes eletrônicos e atua na automação de projetos microprocessados.

 

“Primeiro, os estudantes fizeram um boné mais rústico, com as peças costuradas, mas que foi melhorando até chegar à segunda versão, que agora passa por uma fase de testes e ajustes, mas que pode ser conectado a qualquer boné que o usuário tenha o costume de usar”, conta Lauro.

 

Para os estudantes, a aplicação social é um fator de motivação. “É muito bom fazer parte disso, primeiro porque quero seguir carreira na Engenharia da Computação e também porque nossa escola está próxima a um centro de atendimento a cegos e pessoas com deficiência visual e, sempre que eu posso, ajudo na locomoção deles e este boné servirá para isso, daria mais independência e autonomia para eles”, disse Matheus Mendonça Neto, estudante do 3º ano do ensino médio.

 

“Vejo a escola tomando forma em seu aspecto mais profundo, que é o fazer acontecer, sendo os alunos verdadeiramente autores e professores norteadores da busca por conhecimento”, afirmou a diretora Deborah Dal Moro, sobre os resultados positivos da metodologia de trabalho.

 

TECNOLOGIA APLICADA

 

O projeto, que começou com foco nas teorias de Matemática, Física e Programação para envolver os estudantes na aplicação dos conceitos estudados em sala de aula, acabou se tornando maior.

 

“Vejo jovens preocupados com a sociedade, procurando auxiliar na qualidade de vida do seu próximo, atento as suas necessidades. Sinto a escola fazendo seu papel da maneira como acredito a Educação, fazendo a diferença”, destacou Deborah.

 

O equipamento desenvolvido funciona na reflexão de ondas de ultrassom. Como a velocidade do som no ar é constante, e sabendo o tempo de emissão e recepção da onda, o sinal é enviado para o microprocessador, que calcula a distância do aparelho em relação ao objeto à frente.

 

Essa distância é usada para emitir um aviso sonoro ou vibracional para a aba do boné, por meio da programação elaborada pelos estudantes sob orientação dos professores. Enquanto a bengala limita a identificação de obstáculos no chão, o boné tem um alcance maior.

 

 

Fonte:Correiodoestado

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