28 ago 2018 às 09:22 hs |
Conselho Municipal de violência contra a mulher de Coxim realiza Blitz educativa

Thiago Silva

Na Manha desta segunda feira(27),foi realizado no semáforo da concha,uma blitz educativa sobre a violência contra a mulher.

 

Comemorado nesta semana,participou junto na blitz o conselho municipal de violência contra a mulher de Coxim,entregando pranfletos sobre os tipos de violência contra as mulheres.

 

Com a sensação da crescente violência contra as mulheres. Não só as mortes violentas, mas também a violência doméstica, os estupros, os assédios, a pornografia de vingança. Formas de violência que fazem parte do cotidiano de muitas mulheres, que ganharam novos nomes e com isso, também, mais espaço no debate público.  Mas até o momento nos faltam condições para explicar com segurança quais fatores contribuem para esse movimento. Iniciamos mais um ano com uma tarefa pendente: investir mais na produção de informações nacionais sobre a violência contra as mulheres.

 

O tema não é novo, mas não custa relembrar. No Brasil convivemos com uma lacuna histórica na produção de dados nacionais capazes de mostrar as dimensões da violência contra as mulheres, suas características e produzir indicadores que nos permitam avaliar se as leis estão sendo aplicadas, como a ausência de serviços e investimentos afeta as respostas de prevenção à violência e proteção às mulheres, quais são os custos sociais e econômicos da violência contra as mulheres.

 

Sem esses dados os mecanismos de monitoramento das políticas e das leis especializadas tornam-se frágeis. Um exemplo é o que temos visto com relação à Lei Maria da Penha que tem sido permanentemente ameaçada por projetos legislativos que pretendem modificá-la sob o argumento de que seria ineficaz frente ao crescimento de casos de violência doméstica e familiar quando sabemos que falta muito para que a legislação seja aplicada da forma integral como proposta.

 

Existem também questionamentos com relação à Lei do Feminicídio, mas não temos informações para saber se os homicídios de mulheres estão sendo corretamente enquadrados de acordo com o tipo penal e precisamos refletir se queremos uma legislação que apenas mude o nome dos crimes ou se esperamos que o peso político dessa categoria contribua para refletir as mortes violentas praticadas em razão de gênero. São decisões políticas que deverão ser tomadas com base em estatísticas confiáveis e de abrangência nacional.

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