19 nov 2018 às 10:16 hs |
Com opção para financiar de veículos até cirurgia plástica, consórcio se reinventa

Mais do que imóveis ou automóveis, os consórcios têm se estabelecido, cada vez mais, como uma opção atrativa para adquirir os mais diversos produtos e até serviços. Seguindo uma tendência nacional, Mato Grosso do Sul obteve crescimento superior a 20% na comercialização total de cotas de consórcios em 2018, inclusive superando o índice do País, de 10%, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). As vendas do setor avançaram 22,7% e chegaram a 20.128 cotas no Estado, no período de janeiro a junho deste ano. Com o resultado, MS ficou em terceiro lugar entre as unidades da Federação em maior porcentual de aumento nas cotas comercializadas, durante o primeiro semestre deste ano. 

 

“Por muito tempo, o mercado de consórcios se manteve muito acanhado. Antigamente, os clientes que procuravam as administradoras, mas, hoje, muitas administradoras e representantes delas procuram os clientes de forma direta, com um marketing muito mais forte, munido de informações mais acessíveis”, afirma o empresário Matheus Alexandre Romero Oliveira, que mantém em Campo Grande uma administradora de consórcios. Ele observa de perto o crescimento do setor e identifica algumas mudanças que vêm impulsionando as vendas.

 

“A procura por cotas ‘serviços’ vem crescendo significativamente”, destaca. “Entende-se por serviços: cirurgias em geral, viagens e festas. A busca por cotas de implementos agrícolas, barcos e motores, caminhões e aviões também aumentaram”. Atualmente, aponta, as opções para se realizar um consórcio são vastas. É possível adquirir, praticamente, “qualquer coisa”. 

 

CUIDADOS 

Apesar da atratividade, é preciso tomar alguns cuidados antes de embarcar em uma compra dessa modalidade. O primeiro passo é ficar atento às taxas de administração a serem pagas no período do consórcio. 

Essa taxa nada mais é que a forma como a administradora é remunerada por garantir que o grupo tenha acesso aos bens contratados. Diferentemente da taxa de juros, a de administração é fixa e estipulada em contrato. Sua incidência acontece de forma diluída nas prestações durante todo o consórcio e deve ser considerada como um fator de decisão antes de adquirir uma cota.

“O comprador precisa calcular quanto será pago de taxa no período total do consórcio e quanto abaterá dessa taxa a cada mês”, ressalta Oliveira. “Mas vale destacar que o consórcio não tem juros, e as taxas administrativas variam de 0,16% a 0,22% ao mês [porcentual simples], contra os juros dos financiamentos, que facilmente ultrapassam 1,5% ao mês [juros compostos]”.

“Fatores que também deverão ser analisados pelo cliente é o número de contemplados ao mês que a administradora concede, possíveis limitações com as cartas de crédito e a burocracia para a retirada do bem”, aconselha.

 

EXPANSÃO

 

Criado na década de 1960 no Brasil como uma alternativa financeira para compra de carros, o consórcio se sofisticou nos últimos anos e expandiu suas opções. Hoje, consumidores e empresas podem participar de grupos para compra de carros, motos, imóveis, veículos pesados, serviços e eletroeletrônicos. Na prática, é possível adquirir de celulares a aviões; de cirurgias plásticas a sistemas para geração de energia solar.
O prazo médio de duração dos consórcios de motos e automóveis era de 60 meses. Depois da crise, passou a ser de até 72 meses para motos e até 84 meses para automóveis.

O segmento de veículos automotores é o principal, representando perto de 65% do total dos negócios, aponta a Abac. Mas modalidades mais novas, como a de consórcio de serviços, têm ganhado espaço. No primeiro semestre deste ano, os negócios no segmento somaram R$ 158 milhões, alta de 61% em relação ao mesmo período de 2017. 

O setor tem hoje 153 administradoras no País, segundo o Banco Central.

Diante desse cenário de crescimento, Mato Grosso do Sul se destaca como um dos estados em que o consórcio se torna uma das principais opções de compra. “MS tem sido alvo de grandes administradoras que estão vindo a expandir seus negócios. Empresas relevantes estão com grandes projetos para a expansão do consórcio, tanto para Campo Grande, quanto para todo o Estado”, finaliza Matheus Oliveira, empresário do setor. (Com informações do Estado de São Paulo)

 

 

Fonte:Correiodoestado

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